
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Pedido

terça-feira, 12 de agosto de 2008
Saudade de Mãe...
e a luz que até então estava escondida
veio surpreender-me com seu poder de claridade.
Chega quando menos imaginamos:
um cheiro, uma melodia, uma palavra, uma imagem
e eis que o cordão do tempo nos convida ao retorno à infância,
como se um fio nos costurasse de novo ao colo da mulher
que primeiro nos segurou na vida
e agora pudesse nos regenerar.
é voz no ouvido a nos acalmar
nas madrugadas de desespero e solidão
através de uma frase simples:
neste instante em que esta cena feliz tomou conta de mim,
uma única palavra eu quero dizer

(Pe. Fábio de Melo)

Saudade que dói miúda, de tão grande...
em silêncio, no seu canto...
no que soube, um dia, ser o seu coração...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Show do Padre Fábio em São José dos Campos

Como Assim???
28/08/2008 - 20h
Tênis Clube São José dos Campos - Av. 9 de julho, 23
Fonte: Site Fábio de Melo
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Egoísmo

Sinto falta de você.
Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e me falta.
Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam.
Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é.
Estranho jeito de carecer, de parecer amor.
Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer,
Eu descobri minhas carências inconfessáveis que insisto em manter veladas.
Acessei o baú de minhas razões inconscientes
E descobri um motivo para não conitnuar mentindo.
Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor, mesmo que pareça ser.
Eu não tenho o direito de adentrar o seu território
Com o objetivo de lhe roubar a escritura.
Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos.
Você era melhor antes de mim, e só agora posso ver.
Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes;
nestes tempos de retirados e retirantes, seqüestrados e seqüestradores,
A gente corre o risco de não saber exatamente quem somos.
Mas o tempo de saber já chegou.
Não quero mais conviver com meu lado obscuro,
E, por isso, ouso direcionar meus braços
Na direção da dose de honestidade que hoje me cabe.
Hoje quero lhe confessar meu egoísmo.
Quem sabe assim eu possa ainda que por um instante amar você de verdade.
Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais,
Se meu querer bem é inoportuno e em hora errada.
É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino,
Meu segredo tão desconcertante:
Ao dizer que sinto falta de você
Eu sinto falta é de mim mesmo.
Padre Fábio em Araçatuba/SP

Uma maravilhosa oportunidade de curtir um dos melhores shows da música católica!
Colégio Salesiano de Araçatuba (mapa)
R. Cussy de Almeida, 187 - Araçatuba - SP
Fone: (18) 3636-4242
- Viação Reunidas Paulista - 0300 2103000 / (11) 3382-0911/0913
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Raridade!!!

Fonte: You Tube, Pe. Fábio de Melo - Geocities
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Hallel Canção Nova "Cantai ao Senhor um Cântico Novo"
O objetivo do encontro é reunir pessoas de lugares e realidades diferentes, de forma a englobar ritmos e estilos artísticos para uma nova melodia, uma nova canção.
No site da Canção Nova você encontra todas as nformações sobre o evento, além de poder postar sua foto no link "Eu vou, e você?", que tem o objetivo de possibilitar o encontro entre pessoas de todas as partes do país que irão ao Hallel.

Além da música, o Hallel conta com a presença de vários pregadores e sacerdotes, com momentos ricos de anúncio do Evangelho, bem como de Missas, que acontecem durante todo o evento. O primeiro Hallel aconteceu em Franca, em 1988.
A palavra Hallel vem do aramaico e significa "cântico de louvor a Deus". O louvor é antes de tudo, uma "confissão das grandezas de Deus". O nome Hallel é hoje marca registrada pertencente à Associação Nova Evangelização, existindo necessidade de autorização para seu uso.
Arrebanhar o maior número possível de pessoas, católicas ou não e oferecer uma oportunidade de conversão através de muita pregação, testemunho e música católica da melhor qualidade, este é, desde o princípio, o objetivo do Hallel.

Capítulo de "Mulheres de Aço e de Flores"

Ando tão apertada de costura que se o dia tivesse vinte e cinco horas ainda sobrariam três ou quatro botões para pregar. Essa vida anda depressa demais. Quando menos imagino, o dia já se foi, esse desaforado!
Fazer roupas é um jeito de ver os bastidores dos acontecimentos. Enquanto todo mundo vê a roupa por fora eu vejo é por dentro, nos seus avessos. O que vejo do tecido é sua sustentação primeira, sua trama. Um tecido só é bonito de verdade à medida que possui um avesso que o sustenta. A beleza externa só tem sentido porque há um alicerce no contraponto.É estranho. Já Eliodora Fernandes sempre foi de uma feiúra de dar dó na gente. Mas o interessante é que nunca faltou um sorriso naquela criatura. O avesso foi bem feito. Mulheres por dentro e por fora. Mistérios que me despertam coragem para continuar costurando. Minha máquina é minha realidade. É dela que parto para os meus sonhos. O que materialmente corto, ajunto e costuro, de alguma forma repercute dentro de mim. Eu toco constantemente os bastidores da vida. E é a partir desses avessos que construo pontes que me levam para outros mundos.
Eu costuro a realidade com linhas de sonhos. Imagino. E no ato de imaginar sou retirada para dançar, repito a sobremesa, comento a elegância dos adornos; troco olhares com o garçom. Rodopio enquanto danço pelo salão; recebo elogios pela escolha do penteado, a seda do vestido. Tudo isso sem sair de minha máquina. As linhas que entrelaçam os tecidos suturam o meu coração a realidades inexistentes. E por isso sou especialista em ver além das aparências. Sei do que os tecidos são capazes e as viagens que proporcionam. Se não tivesse essa habilidade não me restaria muita coisa.
A vida na castidade, o corpo preservado, as pernas sem destinos, os cabelos sem fitas, o pescoço sem colares. A vida na mais perfeita e absoluta normalidade. Nem um risco no calendário, nenhum dia convidado a sair do esquecimento; nenhum convite pregado na geladeira, nada que anuncie um sábado com aspecto de primavera: horário marcado no salão, atenção especial para um corte de vestido, retoque de tinta no sapato de ocasião.
O homem amado, o amor miúdo de toda hora, a espera no portão, o medo de que ele se atrase e que desista por vergonha, que não mande recado. Medo de que a espera fique superior ao tempo reservado para as esperas que se confundem com a alegria. A casa sem número ainda em construção. A planta discutida; o desejo partilhado de uma varanda que nos proporcione uma visão do outro lado da rua. O lugar não habitado, clandestino, iluminado por um poste de madeira. Os insetos voando em movimentos circulares, tais como os amantes ao redor de suas esperanças.

O silêncio vez ou outra era quebrado de forma sutil por um movimento de mulher que esperava. Vinha do quarto de costuras. O barulho da máquina de minha mãe era tão manso quanto suas alegrias. Eu tantas vezes quis sair do quarto, crescer no tamanho e na coragem, vestir um vestido de mulher adulta, tomar minha mãe pelos braços, abrir a porta da sala, acender um cigarro, e esbravejar com voz de quem já havia vivido duzentos anos. – Vamos buscar aquele vagabundo na rua! –. Sentia-me imensa por dentro, mas o corpo só tinha 8 anos. Queria resgatar minha mãe de sua espera torturante, mas eu ainda não era capaz de amarrar os meus sapatos sozinha.
Quando minha mãe morreu, eu já acumulava 26 anos. Ao chegar em casa, depois do sepultamento, entrei em seu quartinho de costura. Ainda havia carretel de linha colocado na máquina. Um pedaço de tecido azul marinho estava cortado, pronto para a costura. Um outro pedaço de tecido branco estava riscado como detalhe para a gola, pronto para o corte. Um paletó de mulher, eu percebi. O paletó que estava fazendo para ela mesma.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Show em Castilho/SP

A festa também contará com a participação de Eros Biondini e Dunga, que se apresentarão na mesma noite, após o show do Padre Fábio de Melo.
Tradicionalmente local de realização da festa de aniversário da cidade, a praça matriz está em reforma, e por isso, neste ano a festa acontecerá na Av. Luciano Pereira, próximo a cascata da rotatória.
Lançamento do livro "Mulheres de Aço e de Flores"
Neste livro, que é sua primeira obra literária, Pe. Fábio usa a realidade de tantas histórias que por ele passaram para criar seus contos. A forma de narrativa ajuda a explorar diferentes aspectos do comportamento feminino em situações cotidianas, em diferentes frentes de atuação, como a de uma costureira que quer transformar sonhos em realidade a partir de tecidos; da atéia que não entende a relação entre velas e Deus; da louca que não quer compromissos e da mulher que relaciona culinária à vida. De aço e de flores.
"O aprimorado da vida ainda insiste em nascer dos contrários. As mulheres sabem mais sobre isso. Elas experimentam na carne o destino de serem como Deus, em pequenas partes. Geram o mundo; embalam os destinos e entrelaçam num mesmo tecido as cores da fragilidade e da força. Elas são de aço. Elas são de flores."
Os 20 contos selecionados para esta publicação foram escolhidos dentre 40 que foram escritos. Felizmente, há a possibilidade de uma continuação com os textos que ficaram fora do primeiro livro.
No site da Livraria Cultura há disponível o primeiro capítulo do livro, "A Costureira", em PDF. O início da obra já pode nos dar a dimensão do que esperar do todo. A emoção fala forte e consegue nos remeter a lembranças há muito soterradas na correria dos nossos dias, cheiros que há muito não sentíamos e sentimentos que já não sabíamos que poderíamos ter. Vale a pena conferir!
Fonte: Livraria Cultura, Editora Gente
Silêncios e Palavras
"Convive com os teus poemas antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consuma
com seu poder de palavra e seu poder de silêncio."
A recomendação do poeta é sábia e pertinente. Um poema só é bem, só é bom, se maturado na sementeira do silêncio. Antes de se tornar palavra, a poesia é experiência de vida silenciosa. Os artistas sabem disso, e nós precisamos aprender.
Há muitos momentos da vida em que o silêncio é a resposta mais sábia que nós podemos dar a alguém. Na pressa de falar, corremos o risco de dizer o que não queremos, e diante de tudo que foi dito, nem sempre temos a possibilidade de consertar o erro.
Por isso hoje, nesse tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
Programa Direção Espiritual - 31/07/08
Missa de Abertura da 19ª Feira da Paz em Betim/MG
A abertura do evento, no dia 4 de agosto, terá a tradicional missa "Construindo a Paz 2008". A celebração, que acontece a partir das 18h, será presidida pelo cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo e concelebrada pelos padres das foranias de Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Conceição, entre outros. Além disso, após a celebração, o público poderá apreciar a apresentação do padre Fábio de Melo, que participou da missa de abertura do Betim Rural deste ano, e da banda Nova Luz. A entrada é gratuita. Fonte: O Tempo Betim
Como Chegar???
sábado, 2 de agosto de 2008
Show em BH hoje!!!
Padre Fábio em Cabo Frio
Paróquia de Nossa Senhora da Assunção (mapa)
Av 13 Novembro, 87 - Centro - Cabo Frio - RJ
Tel.: (22) 2643-0082 / 2647-1546 / (22) 9838-7006
De ônibus: Viação 1001
Terminal Rodoviário Tietê - São Paulo/SP - 584 km (7 horas e 20 minutos)
Terminal Rodoviário Novo Rio - Rio de Janeiro/RJ - 140 km (2 horas e 10 minutos)
(A Rodoviária de Cabo Frio fica pertinho do local do evendo, menos de 1,5 km)
De carro a partir da ponte Rio-Niterói: clique aqui
Vagas esgotadas para a palestra na Livraria Cultura
Tarde de Autógrafos e Palestra na Livraria Cultura
A palestra custa R$ 50,00 e as inscrições devem ser feitas através do site da livraria. Toda a renda das palestras será revertida em livros que serão doados à uma comunidade carente de São Paulo.
Como chegar???
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Fábio de Melo... O autor que mais vende livros no país!

A edição de agosto traz na capa o Padre Fábio de Melo, e uma chamada nada surpreendente aos do meio católico, ou não, que acompanham o seu trabalho. "Fábio de Melo, o autor que mais vende livros no país". A notícia já era de se esperar. Seu primeiro livro publicado pela editora Canção Nova, "Quem me roubou de mim", vendeu 150 mil cópias em apenas 2 meses. Um marco histórico, se levarmos em conta que não houve uma divulgação em massa nos meios de comunicação seculares, além de sabemos que, vender livros em nosso país é algo extremamente difícil e trabalhoso.
Na entrevista, Padre Fábio fala sobre seu trabalho e sobre seu 3º livro "Mulheres de Aço e de Flores", que será lançado na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e também do seu novo CD que será lançado ainda este ano pela Som Livre.
Além desta preciosa conversa, Karina ainda foi abençoada com a participação efetiva do nosso talentoso padre em sua revista. Padre Fábio passará a escrever uma coluna para a revista Tal a partir da próxima edição.
Infelizmente, a revista só é distribuída nas cidade de Taubaté, São José dos Campos, Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal. Mas para nossa felicidade a direção da revista se prontificou a enviar por correio um exemplar da revista aos que solicitarem. Para os que quiserem acompanhar a coluna do Padre Fábio, há ainda a possibilidade de fazer a assinatura de 6 edições incluindo a que ele está na capa. A revista é gratuita, o valor cobrado refere-se apenas às despesas de envio.
O blog da revista traz mais informações sobre os locais de distribuição da revista e sobre como realizar a compra dos exemplares pelo correio: http://www.talrevista.blogspot.com/
ÍNTEGRA DA ENTREVISTA
FÁBIO DE MELO, O AUTOR QUE MAIS VENDE LIVROS NO PAÍS!
Exclusivo: Os detalhes sobre sua obra literária, que será lançada na Bienal do Livro em São Paulo, e seu novo CD, gravado pela SOM LIVRE e produzido por Julinho Teixeira
Nascido em Formiga (MG), onde viveu até os dezesseis anos, é um eterno apaixonado pela sua mãe. Autêntico e carismático, Padre Fábio de Melo é o primeiro músico católico na grande mídia!
“É melhor ser chamado de ‘Fábio’ e ser respeitado, que de ‘Padre’, e desrespeitado”. Foi essa a resposta que obtive, quando perguntei se poderia chamá-lo de Fábio, no início do nosso bate-papo.
Prêmio na música, em 2007, dez CD’s gravados, cento e cinqüenta mil livros vendidos em um mês e meio, e sucesso na TV, com o Programa “Direção Espiritual”. Parece que isso é tudo, mas seu talento e vivacidade não o deixam parar. As oportunidades não param de surgir. Fábio acaba de gravar um CD com a LGK - SOM LIVRE, produzido e arranjado por Julinho Teixeira -Prêmio TIM 2008, e se prepara para o lançamento de sua primeira obra literária “Mulheres de Aço e de Flores”, em agosto, na Bienal do livro, em São Paulo.
“Meus contos são irônicos. Ao mesmo tempo em que dou risada, choro. O livro é composto por vinte contos. Foi uma luta ‘cortar’ vinte, dos quarenta contos que escrevi, mas já tenho proposta para lançar a continuação do primeiro” – disse ele sobre sua obra literária, que tem como tema o universo feminino. “É um livro de 20 ‘contos’, mas vai custar em ‘reais’”, brinca.
Ele conta que teve uma boa matriz, sua mãe. “Ela é o ser humano que mais me marcou, e quanto mais o tempo passa, mais eu falo dela. Parece que o amadurecimento me faz sentir a necessidade de mostrar que ela é a maior responsável por quem sou hoje.” Quando fala sobre sua mãe, seus olhos brilham ainda mais, e sua voz fica muito meiga.
Realmente fiquei encantada com a doçura e a sensibilidade do Padre Fábio, ele contou que seu passado foi muito humilde. “Minha vida foi uma tragédia”, desabafa sorrindo. Recentemente deu uma casa de presente à sua mãe “Quero que ela tenha o direito de ser chata, que ela expulse quem quiser... só é proibido pendurar coisas na parede”.
“Quem me roubou de mim?”, o livro que torna Fábio de Melo o autor que mais vende livros no Brasil.
“Liberdade” é o tema abordado no livro que vendeu, em apenas um mês e meio, mais de 150 mil cópias. “É muito fácil nos roubarem de nós mesmos, pois, cada vez que somos influenciados de maneira negativa por alguém, perdemos algo que nos é muito precioso: a liberdade”.
Essencial aos seres humanos, a autenticidade de Padre Fábio é aparente. Ele diz o que pensa e vive o que sua alma deseja, não o que os outros querem que ele viva. Muito coerente, mostra-nos, por meio do livro, a importância de nos permitirmos ser livres.
“Quando você percebe que a sua vontade está fragilizada, ou que o outro tem um acesso inescrupuloso às suas decisões, você está sendo roubado. Devolver uma pessoa a ela mesma é, quem sabe, ensinar-lhe um jeito de expulsar o que é ruim e ajudá-la a cultivar aquilo que é bom. Creio que, na minha missão de padre, no meu trabalho como evangelizador, eu não faço outra coisa senão propor uma palavra, um pensamento ou uma conduta que façam bem.”
Preconceito
Temos que ter muito cuidado com os rótulos impostos pela sociedade, como, por exemplo, o de que “lugar de padre é a sacristia”. Deixar de freqüentar lugares públicos é ser “politicamente correto”? Cobrar ou esperar algum tipo de comportamento de alguém, para julgá-lo “certo” ou “errado”, é puro preconceito.
Prefiro os que se mostram! Esses sim, ao contrário do que muitos pensam, costumam ter vida digna, porque, quando estamos expostos, nos colocamos nus perante muitos e, sinceramente, é para poucos! Sabemos onde moram, com quem andam e que lugares freqüentam. É fácil saber deles, quero ver descobrirmos o que fazem os anônimos. Que lugares frequentam? Onde moram?
Por isso, minha admiração pela coragem do jovem padre Fábio de Melo, que não tem o que temer. É precursor de uma maneira moderna de ser padre. Preconceitos e paradigmas? Com certeza, se existirem, não bloquearão Fábio de ser quem ele é.
O mais inteligente é agradecermos a ele, por agregar tanto à nossa arte, compondo e escrevendo obras de conteúdo, num país onde a parada de sucesso classifica a música do “créu” como uma das dez mais.
“Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma. Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados. O melhor é ir devagar. Que cada um cuide do que vê. Que cada um cuide do que diz. A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar na palavra que escolhemos dizer. É simples...”
De sensível a engraçado, ele conta alguns casos que nos faz rir muito, e acaba transformando o bate-papo, que inicialmente seria de uma hora, em duas. Sem “papas na língua”, com vocabulário rico e, ao mesmo tempo, informal, Fábio chamou de “tosco” o que se vê hoje na televisão e falou que sua vida é uma tragédia, a qual não é diferente da vida de todos nós, apenas com um olhar diferenciado. “Uma garota me procurou para dizer que estava sem vontade de viver, porque seu namorado não a queira mais. Eu pedi para ela visitar o hospital do câncer”.
Como é o assédio das fãs?
“É distante. Acho que elas têm um pouco de medo de mim, porque me ‘coloco’ de uma maneira muito firme em meu Programa, quando falo a respeito deste assunto. O assédio acontece mais por meio de cartas e de e-mails.”
“Uma vez veio para São José dos Campos uma garota do Sul, que sempre falava comigo por e-mail. Eu a recebi. Ela me olhou e disse: ‘Vim aqui para resolver nosso problema’. Eu disse que o ‘problema’ era dela e não nosso, e que eu seria a última pessoa que poderia ajudá-la a resolver. Outro caso é de uma mulher sergipana, que me escreve o mesmo e-mail há anos e me ameaça de morte. Ela diz que, enquanto eu não me casar com ela, ela vai tentar me matar. Por isso, todas às vezes que faço show em Aracaju, reforço a segurança.”
Com uma vida sempre disciplinada, Fábio de Melo estudou Filosofia e Teologia. É pós-graduado em Educação e mestre em Teologia Sistemática. Como artista, escreve, compõe e canta, desde criança. Já foi professor, é padre há sete anos e apresentador do Programa “Direção Espiritual”, exibido pela TV Canção Nova. Seu trabalho de Evangelização, por meio da Arte, segue o princípio de que o Evangelho é sempre uma palavra que nos proporciona a "aventura do bem".
“É claro que o meu trabalho atinge diretamente os católicos, mas há um dado interessante. A evagelização pela arte parece ter o poder de atingir os diferentes, sobretudo, os que não professam a religião convencional. Todo mundo precisa de uma palavra que lhe faça bem. Um dia desses me cutucou o ombro, uma mulher que não era católica, e me disse: Moço, eu não suporto padre, mas sabia que você tem mudado muito a minha vida?”
Qual o segredo que fez do seu Programa, um sucesso nacional e internacional?
“Não existe uma fórmula, acho que ser autêntico é essencial.”
No livro “Quem me roubou de mim?”, que bateu recorde de vendas, o que gostaria de ressaltar?
“O mito do amor romântico abrange tudo o que nós interpretamos ao longo da vida. Podemos ter, muitas vezes, uma visão romântica da realidade. Isso nos impede de ver o que é verdadeiro, porque a literatura é uma expressão da realidade, mas ela a suplanta a ponto de uma mentira ser absolutamente saudável do ponto de vista daquilo que ela me sugere. Contudo, ela não se adapta à realidade. É como ouvir um poema que nos provoca uma sensação muito bonita, mas nada nele é verdadeiro. Isso é muito interessante, porque a experiência da arte é quase um esquecimento da realidade. Nós precisamos dessa experiência redentora, mas ela só serve se estiver a serviço de um fortalecimento da nossa vida, daquilo que nós somos. Diante do mito do amor romântico, nós esperamos a pessoa perfeita, as realidades perfeitas, porque achamos que só seremos felizes no dia em que isso acontecer. Isso é, sem dúvida, um seqüestro pavoroso, porque a vida é agora.”
“Nós precisamos traduzir de maneira muito humana, muito concreta o que significa ser de Deus. Assumir essa condição de pessoa, essa postura, esse jeito de ser gente, buscando a inteireza o tempo todo é, sem dúvida, viver o processo de santidade. É uma tradução muito atual daquilo que chamamos de santidade. Precisamos – como homens e mulheres cristãos – trazer cada vez mais a figura de Jesus para o contexto da sociedade. E traduzir Cristo é, de alguma forma, combater esse tipo de ‘modelo de não sei o que’, que gera um comportamento altamente desqualificado, despersonalizado, que, infelizmente, por falta de reflexão, acabamos engolindo de qualquer jeito.”
“Amar alguém é viver o exercício constante de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse”
Para terminar a entrevista, Padre Fabio termina usando uma frase de sua própria autoria = “Tenho uma intuição de que, quando eu simplificar a minha vida, a felicidade chegará em minha casa, quando eu menos esperar.”
Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores... Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena... Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Fonte: Revista Tal










