sexta-feira, 17 de abril de 2009

Peregrinação Turquia e Grécia


Embarcou nesta quarta (15) a peregrinação organizada pela Comunidade Bethânia para Turquia e Grécia. A viagem, que estava programada para o mês de junho, tem a direção espiritual de Pe. Vicente (Comunidade Bethânia) e Pe. Fábio de Melo, e levará os peregrinos pelos caminhos percorridos por São Paulo de Tarso, o Apóstolo das Nações.

De 15/04 à 01/05 o grupo passará por Istambul, Adana, Antioquia, Tarso, Capadócia, Konya, Yalvac, Pamukkale, Mileto, Kusadasi, Éfeso, Alexandrópolis, Kavala, Tesalônica, Kalambaca, Filipo, Meteora, Delfos, Atenas e Corintos.

A casa onde Nossa Senhora passou seus últimos dias, a Basílica de Santa Sofia (um dos maiores templos do Cristianismo), a cidade subterrânea de Ozkonak (construída originalmente para ser um depósito e que serviu de refúgio para os cristãos perseguidos) e o túmulo de São João são alguns dos lugares importantes da história cristã que serão visitados.


Saiba Mais...

Especial sobre a vida de São Paulo

Paulo de Tarso, o Apóstolo das Nações
O homem que se deixou usar pelo Espírito Santo de Deus

No dia 28 de junho de 2007, o Papa Bento XVI convocou um ano jubilar dedicado ao Apóstolo Paulo. O início foi no dia 28 de junho de 2008 e se encerrará no dia 28 de junho de 2009. O Santo Padre o convocou porque é neste período que celebramos os 2 mil anos do nascimento do grande apóstolo.

Todos nós sabemos o quanto Saulo de Tarso – em coerência com sua fé na doutrina de Moisés e com sua formação na escola do grande mestre Gamaliel – perseguia tenazmente os cristãos. Mas Jesus o esperava no caminho de Damasco, porque queria fazer do perseguidor o Apóstolo das Nações.

Jesus, que apareceu para ele no caminho, poderia fazer tudo que tencionava. Mas não. Ele lhe dá uma ordem para que entre em Damasco, porque é lá que lhe deve ser dito o que deve fazer. Ao mesmo tempo, Cristo aparece a Ananias, um homem simples daquela cidade, cristão recentemente convertido, e o envia com ordens precisas para que vá a casa onde está Saulo, porque “este homem” – disse-lhe Jesus – “vai ser para mim um instrumento escolhido que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel”. E acrescenta: “Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome”.

Ananias obedece. Vai até Saulo, impõe-lhe as mãos e este é curado da cegueira e fica cheio do Espírito Santo. Só depois disso é que ele [Saulo] é batizado, e no impulso e no poder do Espírito, que o possui, começa imediatamente a proclamar nas sinagogas que Jesus Cristo é o Filho de Deus. O que o antigo perseguidor recebe do Senhor, através da imposição das mãos e da oração de Ananias, é o que ele vai fazer agora em favor de todos aqueles a quem o Senhor o enviar.

A partir de Antioquia, para onde ele é convocado a ir por Barnabé, Paulo vai ser o grande apóstolo da efusão do Espírito e do uso dos carismas. Ele impõe as mãos sobre os pagãos e eles ficam cheios do Espírito Santo, convertem-se, são batizados e começam uma vida nova em Cristo.

Paulo se deixa usar pelos carismas do Espírito e, então, prodígios, sinais, curas, milagres se realizam diante dos novos convertidos. O apóstolo lhes demonstra que essa graça é também para eles. Assim, ele os exorta a impor as mãos e a pedir que muitos outros recebam o batismo no Espírito. Ele os impulsiona a se deixarem usar pelos carismas do Espírito Santo e igualmente maravilhas acontecem por meio deles.

Foi em Antioquia que o próprio Espírito Santo separa Paulo de Barnabé e os envia em missão. Foram três grandes viagens apostólicas que aconteceram e assim as principais cidades do mundo então conhecido são atingidas por essa explosão do poder do Espírito. Sempre guiado pelo Espírito, Paulo vai chegar a Roma, onde, apesar de estar em prisão domiciliar, exerce corajosamente um amplo trabalho missionário. É aí que no ano 67 ele culmina com o martírio a sua maravilhosa missão. Paulo foi realmente o Apóstolo das Nações.

Monsenhor Jonas Abib

Matéria da Revista Século XXX

O Guardador de almas
Por Ana Flavia Barreto


Padre Fabio chega ao palco em passos leves e a platéia lhe sorri emoções. Os primeiros acordes soam “Tudo é do Pai”, com muita graça e um brilho insistente dos músicos.

As músicas, que são em maioria composições do Padre, mexem com o interior das pessoas e as faz sentir-se abraçadas. Ele traduz sentimentos e o público, em resposta, chove alegrias. Então, o próximo passo é aquietar o coração para ouvi-lo dividir saudades, compartilhar histórias sobre a sua família e amigos.

São cerca de três mil pessoas ocupando o Empório Brasil, em Cianorte (PR), que deslizam em uníssono nas melodias entoadas pela voz aveludada de um trovador moderno, arquiteto da alma, um artista que põe doçura em cada coisa que faz.

Em meio a tanta gente, consegue capturar os olhares que estão em busca de algo que os toque. Considera que seu público é de uma grande riqueza: “Nós temos hoje aqui dentro evangélicos, céticos, católicos, todos em torno da bondade dos que querem fazer uma experiência positiva de Deus”. Cada um ali presente tem sua razão, mas é o encontro com Deus que está estabelecido. “Já que você me reconheceu então conheça meu Deus, é o que venho apresentar”, ele afirma.

Uma curiosidade: nesse show compareceram pessoas até do Paraguai, com direito a entregar uma bandeira do país a ele no palco, que ele exibiu durante uma música. Todos aplaudiram e ele “gastou” seu espanhol em um sorridente “muchas gracias”.

O Padre é enfático e se chateia com publicações que têm ofendido sua platéia: “Eu fico muito triste, sobretudo quando desrespeita o público, quando uma reportagem afirma que as mulheres que vão aos meus shows são um bando de histéricas, isso não é verdade. É gente honesta, com fé, em processo de crescimento. Gente que realmente faz uma experiência de Deus, no qual fazemos parte. Falar mal de mim é até natural, mas falar do público tem me deixado aborrecido”.

Natural de Formiga, MG, Fabio de Melo entrou no seminário aos 16 anos, é graduado em Teologia na PUC-Rio, em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque, SC, pós-graduado em Educação na Universidade Salgado de Oliveira, Rio de Janeiro e mestre em Teologia sistemática pelo Instituto Santo Inácio de Loyola, Belo Horizonte, MG.

Escreveu cinco livros - prosa poética a escapar de seus dedos. Tem 11 CDs com canções religiosas e não religiosas, e o DVD Eu e o Tempo, gravado em janeiro deste ano no Canecão, no Rio de Janeiro.

Seu mais recente CD - VIDA - (disco de platina triplo, cerca de 600 mil cópias vendidas), se deu pela parceria LGK/ Sony Music, que contribuiu para novas possibilidades em seu trabalho evangelístico. “Primeiro detalhe que modificou foi a forma de divulgar. Até então eu estava em uma mídia católica que não ousava muito na divulgação como esta. E depois a qualificação mesmo, o profissionalismo que a gente pode assumir por causa da infra-estrutura que o próprio evento foi tendo. A partir desse momento, tivemos oportunidades de fazer essa evangelização acontecer com um pouco mais de estrutura. No mais, continuo do mesmo jeito, vivendo da mesma forma, com uma responsabilidade a mais: quanto mais a gente fica público maior é a necessidade de reconhecer o que torna público. Fiquei conhecido porque sou padre e faço um trabalho de evangelização que hoje é diferente”, observa.

Já recebeu críticas positivas e respeitosas, mas ainda é vítima de polêmicas de uma mídia que não deixa de inventar opinião e ainda tanto questiona o fato de ele se apresentar sem batina em seus shows. “Não sou um aventureiro. Não comecei esse trabalho com a música ano passado”, adverte.

Ele tem alma leve e olhos de menino, que aprendeu a encontrar graça no simples ato de ir comprar pão, ver poesia onde ninguém imaginaria poder existir e transformar lugares: novos olhos para a mesma paisagem. “Tudo depende da conversão do olhar. Eu enxergo o mesmo muro todos os dias, mas há momentos em que eu vejo a poesia que há nele. Eu acho que essa conversão é importante. É trabalhar a sensibilidade”, conta.

Ele alerta para novas percepções, nos deixa “significando”, e é bonito aprender os novos sabores da vida, as novas maneiras de sorrir e abraçar, a melodia quando o beija-flor beija e uma abelha que pousa na flor. Uma nova religião, que a todo tempo floresce e renova-se em nós. “O que é o processo religioso? É o despertar da sensibilidade para olhar a vida de todo dia. Não tem nada de extraordinário acontecendo em nossa vida, mas tudo isso é sinal de Deus. E é bonito demais você perceber que, na descoberta da humanidade descobre-se também o que é divino e que não existe uma separação para isso”, revela.

Padre Fabio tem “estrela na testa” e soube fazer dela um Sol: iluminado por Deus, contribui para aquecer e confortar com sabedoria na hora da dor; e fazer raiar aquele coração que carregava vazio, silêncio e sombra. Lindo é ele falar de amor! Da maior lição que Jesus deixou e que devemos praticá-la em todos os momentos de nossas vidas. E quando fica difícil amar, o Padre Fabio carrega assim consigo sutileza, carisma e paciência pra explicar, e partilha um pouco de suas reflexões também em seu site (www.fabiodemelo.com.br). Lá ele escreve bonito dentro da gente. Uma obra não para lhe dizer parabéns, mas sim: muito obrigada!

Tem seus livros na lista dos mais vendidos do país. Letras que alcançam as estrelas e por fim nos ilumina - no sentido mais luz da palavra. E para completar, vem com sua sábia Direção Espiritual, o programa semanal ao vivo que vai ao ar pela Canção Nova, em que cada vez mais a Palavra de Deus nos edifica, e seus conselhos vêm acrescentados de doses terapêuticas de virtude, beleza, poesia, com palavra bonita e pronúncia bem feita. Graças a Deus.


Ana Flavia Barreto é estudante de arquitetura e urbanismo da Universidade Estadual de Londrina e colaborou com o artigo para a Revista Século XXX





quinta-feira, 16 de abril de 2009

Padre Fábio em Nova Iguaçu - RJ


Padre Fábio de Melo estará em Nova Iguaçu no próximo mês. A apresentação do sacerdote, maior vendedor de CDs de 2008, está marcada para o dia 15/05, às 20h, na maior casa de espetáculos da região: a Rio Sampa.

Os ingressos custarão a partir de R$ 15,00 e começarão a ser vendidos na próxima sexta (16) na loja Carolina Pinheiro, que fica na Rua Getúlio Vargas, 161 lj 2a, Nova Iguaçu (RJ), tel.: (21) 2667-1168.


Aguardem maiores informações...

Padre Fábio e Márcio Pacheco cantam "Coração Adorador"



Vídeo da matéria do Jornal da Noite do SBT

Confira o vídeo da matéria do Jornal da Noite, do SBT, sobre o padre Fábio de Melo, exibido em 04/04/09. A qualidade das imagens não é boa mas, nesta versão, a matéria está completa.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vídeos do novo livro "Cartas entre amigos - sobre medos contemporâneos"

Vídeo onde os autores, Padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita, falam um pouco sobre o novo livro, leem alguns trechos e mandam um recado para os livreiros.




Vídeo que mostra os testes de câmera, os erros e desacertos do making of.
Errar é humano... ainda bem!

domingo, 12 de abril de 2009

Homenagem da Câmara Municipal de Belém (PA)


O presidente da Câmara Municipal de Belém (PA), vereador Walter Arbage, entregou, na sexta, 03/04, a Medalha Brasão D'Armas ao Padre Fábio de Melo, em evento realizado no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

Autor do projeto de decreto legislativo que concedeu a medalha condecorativa ao sacerdote, Walter Arbage elogiou o gesto de doação da arrecadação do show para a construção da Paróquia Santo Antonio Lisboa, o que, segundo o vereador, é incontestável justificativa para o reconhecimento e homenagem da Câmara Municipal.

Conforme a resolução nº 12 de 12 de maio de 1971, a Medalha Brasão D'Armas é a mais alta condecoração concedida pelo Poder Legislativo. Sua concessão, de competência exclusiva do Presidente da CMB, é dedicada às autoridades civis, militares, públicas e eclesiásticas que tenham se destacado nos setores culturais, intelectuais, artísticos e sociais em favor do Município de Belém.





Programa Raul Gil - Homenagem ao Artista



Padre Fábio de Melo foi o convidado do quadro Homenagem ao Artista do Programa Raul Gil de 04/04/09. Durante as 2 horas de gravação os momentos de emoção deram o tom, harmonizando risos largos e choros incontidos, levando todos os que assistiram a emocionarem-se com a sensibilidade do sacerdote.

Em meio ao grande sucesso de seu CD "Vida", o mais vendido de 2008, e exatamente no dia em que estava sendo lançado em todo o Brasil o seu primeiro DVD - "Eu e o Tempo", padre Fábio recebe a justa homenagem, que se deve, fundamentalmente aos inúmeros pedidos do público.

A vida simples e humilde em sua cidade natal, Formiga (MG), foi contada e retratada com imagens de sua infância e juventude. As fotos da época do seminário, empunhando um violão, antigo companheiro que não lhe cedeu sua intimidade, talvez tenham surpreendido alguns que nunca o viram aventurar-se em algum instrumento musical.

Os momentos mais emocionantes ficaram por conta dos depoimentos colhidos entre familiares de fato e de direito, amigos de infância, amigos de constância, amigos de sacerdócio, colegas de trabalho, parceiros de uma vida, gente que ele verdadeiramente ama.

Raul Gil surpeendeu-o com o convite, imediatamente aceito, para celebrar o batismo de sua neta, que teve o sacramento recusado devido à situação conjugal dos pais.

Muito emocionado durante quase todo o tempo, padre Fábio falou sobre sua vida, sobre a infãncia cultivada entre às necessidades do dia-a-dia e os ensinamentos colhidos na sabedoria simples e profunda de sua mãe, D. Ana, que hoje servem de base para tudo o que ele é e para tudo o que ele faz.

Cantores do cast do programa entremearam a homenagem com músicas de autoria do sacerdote:

> Geisilaine – Nas estações da vida
> Felipe Haniel – Mil vezes santo
> André Marthins – Humano amor de Deus
> André Leonno – Contrários

Além da faixa que dá título ao CD "Vida", padre Fábio ainda brindou o público com outras canções presentes no álbum: "Tudo Posso" e "Humano Demais".

No final do programa, Leonno, que cantou a pedido do próprio homenageado, entregou ao sacerdote o Disco de Diamante pela venda de 500 mil cópias do CD "Vida".


Colaboração: Blog Anjo de Luz

terça-feira, 7 de abril de 2009

Matéria do Jornal Pampulha - Show em Belo Horizonte/MG


Padre, superstar e muito mineiro
Milton Luiz
Jornal Pampulha


Mineiro de Formiga, padre Fábio de Mello nunca deu uma entrevista sem mencionar sua origem. "Eu trago a minha terra dentro de mim. Não o faço por obrigação, mas pela satisfação de poder contar que eu não sou mineiro por acaso. A cidade das areias brancas (Formiga) vive nas lembranças", conta.

Pois esse lado mineiro do padre vai estar presente em "Minas de Outros Tons", que ele apresenta no Palácio das Artes na quarta-feira (8). Além da participação especial de Paulinho Pedra Azul, o repertório do show vai deixar de lado canções religiosas e abrir espaço para músicas de Gonzaguinha ("Guerreiro Menino"), Caetano Veloso ("Força Estranha") e Godofredo Guedes ("Cantar").
Segundo Fábio, o repertório foi selecionado a partir de canções de Paulinho Pedra Azul e de compositores que marcaram sua infância e juventude. "Algumas são de minha autoria e falam muito do nosso jeito mineiro de ser", afirma.

Fenômeno de audiência e um dos maiores vendedores de discos do Brasil na atualidade, o padre fala sobre o sucesso: "Estou feliz com os lugares e o reconhecimento que estamos alcançando. O que quero verdadeiramente é fazer bem ao coração das pessoas. Eu sou padre e o que me expõe é a maneira de evangelizar", garante.


Como Assim???
08/04/2009 - quarta-feira - às 20h
Grande Teatro Palácio das Artes
Av. Afonso Pena, 1.537 Centro - Belo Horizonte - MG (mapa)
Informações:
> Talentos Produçoes: (31) 3441-5942
> Bilheteria Palácio das Artes: (31) 3236-7400

E os ingressos???
R$ 120 - platéia I/inteira
R$ 100 - platéia II/inteira
R$ 80 - platéia superior/inteira




domingo, 5 de abril de 2009

Novo Livro "Cartas entre amigos - Sobre medos contemporâneos"


Um dos livros mais aguardados do ano, traz reflexões sobre temas contemporâneos de grande interesse.

Como encarar a perda de uma pessoa querida? Como não se abalar com a solidão, a inveja, a falta de compaixão e a violência? O que fazer com o duro convívio entre razão e paixão? O que fazer com amor, dor, esquecimento e tantos outros sentimentos que insistem em nos perseguir?

Estes são alguns dos questionamentos abordados no livro “Cartas entre amigos – sobre medos contemporâneos”, que será lançado em maio pela Ediouro. As histórias contadas trazem à tona angústias, medos, ódio, inveja e solidão, sentimentos que qualquer um de nós carrega na alma e no coração.

Os temas são tratados com sensibilidade pelos jovens autores mais celebrados do momento, duas lideranças incontestáveis das novas gerações: Gabriel Chalita e Padre Fábio de Melo, que lançam mão de um dos meios de comunicação mais antigos da humanidade: a troca de cartas (sim, de cartas!), tão poeticamente presente no passado e hoje esquecida pelas pessoas.

O livro resgata os valores do humanismo ao mesmo tempo que celebra a amizade de duas personalidades apaixonadas por filosofia, literatura e poesia.

Não perca a chance refletir sobre seus próprios sentimentos...


Confira as noites de autógrafo que já estão agendadas.
> 12/05 - Curitiba - PR
> 13/05 - São Paulo - SP
> 14/05 - Rio de Janeiro - RJ
> 10/06 - Belo Horizonte - MG


Assista o vídeo onde Gabriel Chalita fala sobre o novo livro.



Primeiro Capítulo "Cartas entre amigos - sobre medos contemporâneos"

primeira carta...
"Não entendo
a tristeza como
ausência de
felicidade. Acho
que elas coexistem.
somos felizes e
tristes. Felizes
porque tentamos
entender a nossa
missão. Tristes
porque assim
tem de ser.”


Querido irmão padre Fábio

Tenho saudade dos meus dois irmãos que estão com Deus. Meu irmão Sávio morreu aos 21 anos. Jovem, belo, apaixonado pela vida. Um acidente de carro roubou-lhe a possibilidade de prosseguir em sua travessia.

Vi meu irmão morrendo. Estava ao seu lado. Ele dirigia e contava histórias de um amanhã que não chegou. Cantamos sozinhos naquela noite longa. Nós dois. Eu tinha apenas 15 anos e, por milagre, sobrevivi. Vi seu soluço inconsciente, seu suspiro final. Tentei abraçá-lo, enquanto vozes se aproximavam. Meus braços não se moviam. A dor física era pequena diante da possibilidade da separação. Olhei-o com ternura. Separamo-nos. Meu irmão partia sem ter o direito de se despedir. Sem dizer o que gostaria que fizéssemos por ele. Apenas partiu. Minha mãe vestiu-se de preto por algum tempo. As sombras tomavam seu semblante, e gritos de dor eram entremeados por dias de silêncio. Meu pai era só silêncio. Em suas orações, lágrimas solitárias pediam a Deus que acolhesse o fruto do seu amor. A morte nunca tinha estado tão perto de mim. Acho que não pensava muito nela. Nos dias em que fiquei engessado, tentando recompor partes quebradas do meu corpo, quebrei-me em perguntas sem respostas. Por que o caminhoneiro dormira? Por que ele partira e eu ficara? Porque apenas o meu banco quebrara, jogando-me um pouco para trás, e o dele não, se ele era maior do que eu?

Antes do acidente com o Sávio, convivi com a morte quando meu avô Gabriel partiu. Foi pouco tempo antes. Sofri também, mas compreendi que seu sofrimento físico tinha chegado ao fim. Assustei-me quando o vi num caixão. Lembrei-me dos dias em que eu, criança, dava aulas para ele e para minha avó num quadro-negro. Chorei a certeza de não mais ouvir suas anedotas singelas e suas histórias de uma Síria do passado. Fazia poesia com simplicidade, meu avô Gabriel.

Mas a morte do Sávio... Sou o filho caçula. Dormíamos no mesmo quarto, e ele fazia-se de forte, investigando todos os lugares onde poderia haver algum perigo capaz de nos atingir. Sorria quando, depois de certo suspense, comunicava que nem debaixo da cama, nem atrás das cortinas, havia monstros ou figuras semelhantes. Podíamos dormir em paz. Era carinhoso. Irreverente. E gostava de viver.

Meu irmão Júnior também partiu. Sua alegria pura, sua ingenuidade de uma infância sem fim, presentes da síndrome de Down, fazem falta. Meu pai dizia da dolorosa surpresa quando soube que meu irmão era diferente das outras crianças. Minha mãe também estranhou sua chegada. Mas isso foi por pouco tempo. Júnior tornou-se o centro das atenções. Cantarolava sozinho e sorria sem economia. Beijava, abraçava e vez ou outra chorava. Tentávamos entender onde era a dor. Não era fácil. Sua melhor comunicação vinha da alegria apenas. Na cadeira de balanço, meu pai brincava com ele. Minha mãe dava-lhe na boca o alimento que nutria seu corpo e sua alma. Sua partida deixou um vazio imenso. Trinta e poucos anos e nada mais. Brincou de dia. Brincou no hospital e se foi... brincando.

Irmãos que partiram prematuramente. Irmãos que continuam presentes na capacidade que tenho de pensar neles.

Quando nos conhecemos, padre Fábio, eu não imaginava que nossas almas tivessem raízes comuns. Fomos plantados em solos fertilizados com sofrimento e esperança. Sua poesia, misturada a alguma tristeza, torna seus dizeres mais profundos. Seu jeito de falar, sua forma de estar presente, sua capacidade de ouvir a dor, tudo isso foi fazendo com que nossa travessia ganhasse um novo sentido. Você é meu irmão, sim, padre. Não em substituição àqueles que partiram, mas em presença de Amor. Com você, sinto-me livre para errar com minhas verdades provisórias. Com você, não tenho pressa. Gosto de ouvir suas canções e suas histórias. Admiro seu jeito de falar de Deus, sua estética religiosa, seu talento humano. Faz algum tempo que partilhamos projetos e dúvidas, e tem sido tão bom. A felicidade só deixa de ser utopia quando nos completamos com a inteligência e o afeto do outro.

Não entendo a tristeza como ausência de felicidade. Acho que elas coexistem. Somos felizes e tristes. Felizes porque tentamos entender a nossa missão. Tristes porque assim tem de ser. A tristeza nos empresta respeito ao outro e percepção mais aguçada da dor. Talvez tristeza seja ausência de alegria, de riso fácil, não de felicidade.

Hoje é véspera de um dia qualquer e estou triste. Acordei com saudade do meu pai. Tantas coisas aconteceram em minha vida depois que ele se foi. Meu pai. Quando escrevi a sua história como um presente em seu aniversário de 80 anos, não tive dúvida quanto ao título: Memórias de um homem bom. Sua simplicidade falava-me de um Deus que mora na ternura e que acolhe. Sua sabedoria falava-me de um Deus que não julga, mas compreende; que não afasta, mas ama. Seu olhar permitia-me lançar-me em aventuras, ora corretas, ora necessárias à satisfação da minha curiosidade. Caí algumas vezes. Mas eu sabia que ele estava ali para qualquer arranhão mais doloroso. Ele não está mais aqui comigo. Está em mim, porque trago muito do que ele deixou. Mas ele não me abraça. Não sorri para mim. Não me diz coisas que cicatrizem as minhas feridas. Tenho saudade do meu pai, padre. Do seu colo, das suas cantigas amadoras, das histórias recontadas de uma vida marcada pela dor. Meu pai sofreu muito. E sem lamúrias. Minha fortaleza partiu para junto de Deus. Eu entendo que estamos aqui de passagem. Tenho fé de que há outro porvir, um lindo céu que nos aguarda, mas isso não retira de mim a saudade que dói.

Meu pai falava de mim com orgulho, do seu filho escritor. E eu brincava com ele, dizendo que não havia idade para ingressar no mundo das letras transformadas em história ou em dizeres poéticos. Cora Coralina estreou na literatura aos 76 anos de idade e fez da vida e da morte uma poesia:
Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.

Cora viveu de felicidade e de tristeza. Teve uma infância que não deixou saudades. Ela escreveu isso muitas vezes.
Quando nasci, meu velho pai agonizava,
logo após morria.
Cresci sem pai,
secundária na turma das irmãs.

Eu era triste, nervosa e feia.
Amarela, de rosto empalamado.
De pernas moles, caindo à toa.
Os que assim me viam – diziam:
“Essa menina é o retrato vivo
do velho pai doente”.

Falava dos apelidos debochados, do sonho frustrado da mãe de ter um filho homem, dos trambolhões da escada, galo na testa, pernas moles. Falava de uma dor doída de uma infância que não viu sorriso. A dor poderia tê-la paralisado. Mas o cenário dos sentimentos viu outra apresentação. Cora Coralina rezou a saga da mulher vitoriosa:
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
levantei a pedra rude
dos meus versos.

Cora Coralina não buscou o lado mais fácil da vida, mas conseguiu compreender que, mesmo sem facilidade alguma, era possível encontrar a tal poesia no cotidiano da dor. Não há poesia sem dor. A vida nasce da dor. O amor mais amado surge depois de uma dor prolongada. Amor de mãe!

Não há amor sem conquista. Os amantes precisam ao menos se deixar conquistar. As artimanhas da sedução têm o encanto próprio de quem tenta tocar no ponto frágil para depois fortalecerem- se juntos. Amores doídos, os não correspondidos. Histórias de ausências, de lágrimas, de quem deu e não recebeu. Não deveria ser gratuito o sentimento daquele que ama? Não é gratuita a chuva que cai abundantemente? A vida, toda ela é uma graça. Mas os homens não são deuses. E poucos são aqueles que conseguem dar sem exigir, sem projetar. “Quebrando pedras e plantando flores.” Quando penso nos sofrimentos de meu pai e na sua leveza, fico me perguntando se uma coisa tem relação com a outra. Será que as pessoas que mais sofrem são as que mais amadurecem? Será que a dor tem o poder de dar majestade ao amor?

Na minha infância, padre Fábio, experimentei a carência que todo menino de certa forma experimenta. Meu pai ficou doente algumas vezes, e eu esperava sua volta depois de longas sessões de quimioterapia. Sofria calado. A ausência poderia chegar a qualquer momento. Eu rezava do meu jeito. E meu pai ficou curado. O tempo passou, e, sem doença alguma, ele se foi. No dia em que meu pai morreu, tínhamos ido juntos a um casamento. Ele sorria com certa tristeza e, com delicadeza, se preocupava em não atrapalhar a festa com o incômodo da sua dor. Era apaixonado por minha mãe e sabia quanto ela gostava de festas. Sacrifícios por amor trazem menos dor. Fomos juntos para casa, depois juntos para o hospital. Depois, separados. Beijei-o com ternura e fiquei imaginando o que ainda ficara por ser dito nesses anos em que falamos muito ou quase nada.

Pergunto muitas vezes a Deus: por que tanto sofrimento se um dia estaremos juntos, plenos de amor?

Chorei a ausência das reações humanas daquele corpo sem vida. Chorei a orfandade incômoda, o adeus forçado, a separação. Choro hoje a impossibilidade dos afetos. É abstrata a sua presença. É memória e esperança. Apenas isso. Meu pai amado não passa mais os natais comigo, nem meus aniversários.

Em uma triste carta, uma mulher contou-me sua história de dor. Ela perdeu um filho com alguns meses de vida, engasgado com mingau. Perdeu um sobrinho queimado e um neto afogado. Na carta, ela queria que eu explicasse por que essa sina de tantas crianças mortas em sua família. Queria uma resposta. Queria saber se Deus, por algum motivo, tinha decidido castigá-la. Li algumas vezes aquele bilhete ensanguentado de perdas. Tentei formular alguns dizeres. Falar apenas que é preciso ter fé parecia não diminuir a angústia de uma vida de ausências arbitrárias. Ela naturalmente não tinha escolhido. Não houve decisão voluntária de se afastar das sementes que não chegaram a germinar. Por que com ela? E tantas vezes seguidas? Fiquei imaginando as reações. O desespero. O choro diante da criança. A culpa. Como reconstruir? “Quebrando pedras e plantando flores”? Como convencê-la disso?

Hannah Arendt é uma das maiores filósofas da história do pensamento.

Nascida em Hannover em 1906, teve uma infância acalentada com todo o carinho e estímulo cultural necessários a uma vida de sucessos. Os pais eram judeus assimilados e apaixonados pela liberdade que o respeito ao outro proporcionava. Leu em livros e aprendeu com exemplos o sentido de uma vida correta. Brincou de ser independente, de dizer o que pensava.

Diferentemente de Cora Coralina, a infância de Hannah prenunciava uma vida sem grandes traumas. Embora tivesse perdido o pai muito cedo, a mãe a educou seguindo os melhores preceitos do amor e dos limites corretos, para que a responsabilidade pelo outro, a autodisciplina e a harmonia interna e externa não fossem abandonadas.

Sua vida, entretanto, começa a mudar com a Primeira Guerra Mundial, de 1914. De uma infância segura e feliz a uma adolescência frágil. A mãe casou-se com outro homem, e Hannah tornou-se triste e rebelde. Em 1924 o filósofo Martin Heidegger aceitou orientar sua tese sobre o conceito de amor em Santo Agostinho. Hannah apaixonou-se perdidamente por Heidegger. Ela tinha 18 anos. Ele tinha 35, era casado e pai de dois filhos. Foram amantes por algum tempo, até que, depois de tanto sofrer de paixão, ela resolveu pôr fim à história e se casar com outro homem. Sem conseguir separar o amor dos embates filosóficos, Hannah passou a ser orientada por outro pensador, amigo de Heidegger, Karl Jasper. Esse professor tornou-se o exemplo de integridade moral e intelectual para a jovem Hannah. Depois da defesa do doutoramento, a alegria de ingressar na atividade docente foi subtraída pela ascensão dos nazistas ao poder. Sua grande frustração foi ver Heidegger, o homem que ela amou e admirou, apoiando os nazistas. Hannah foi presa, mas conseguiu fugir ilegalmente para Paris, onde conheceu Walter Benjamin e outros judeus-alemães refugiados do novo regime. Sua felicidade na cidade das luzes durou pouco. Os alemães invadiram Paris, e, com Walter Benjamin e alguns amigos, Hannah partiu em direção à Espanha. A fronteira estava fechada. Sem conseguir resistir ao medo de ser pego pelos nazistas, Benjamin suicidou-se. Hannah assistiu à partida de todos aqueles que admirava. A solidão e a dor não a destruíram. Da Espanha, Hannah partiu para Lisboa e em 1941 chegou aos Estados Unidos.

Hannah Arendt não falava inglês, o que dificultou seu ingresso intelectual na nova pátria. Sentiu-se discriminada, mas prosseguiu. Lutou pela vida e pela possibilidade de defender seus irmãos semitas e tantos outros irmãos privados da liberdade ou da construção da própria história apenas por terem nascido filhos de um povo perseguido. Em 1951, Hannah Arendt tornou-se cidadã americana. Em pouco tempo a refugiada se transformou na famosa conferencista que encantava os ouvintes em Harvard, Princeton e Chicago. Voltou à Alemanha e a Paris respeitada pelos conceitos que disseminava. E o mais fascinante em sua história é que, mesmo depois de tanto sofrimento, seu grande legado foi a ideia de que a solução para a humanidade estava no amor mundi, ou seja, no amor pelo mundo. Em sua obra A condição humana, publicada em 1958, Hannah Arendt faz um retrospecto da história do pensamento desde os gregos e romanos, tentando explicar a presença do homem no mundo e seu percurso em busca da liberdade. A liberdade que só pode ser proporcionada por um amor capaz de construir e respeitar as diferenças. “Quebrando pedras e plantando flores” – essa foi e é a marca de Hannah Arendt.

Pensei em dizer alguma coisa parecida à mulher sofrida que buscava razões para as suas perdas, para as suas pedras. Temi dar uma resposta pronta, fácil, para uma vida tão dura, tão difícil.

Lembrei-me de um amigo querido, que, nos momentos finais da vida terrena, em um quarto de hospital, perguntou-me sobre o fim. Tentei responder como alguns filósofos explicavam a morte, e ele, inquieto, queria saber o que eu pensava do fim. É mais fácil dizer o que os outros pensam do que dizer o que a gente sente. Era um amigo que partia. Um amigo amado. Tinha sido meu professor de história e me ensinado a conhecer um pouco da riqueza do homem no mundo. Respondi que não sabia. Que o mistério da partida não tinha sido revelado a homem nenhum. Lembrei-lhe que, nas aulas que magistralmente conduzia, ele nos falava das muitas religiões, cada uma com explicações tão diversas para o adeus do corpo. Ele apenas me olhava, esperando que algo mais fosse dito. Não se tratava mais de uma pausa. Tratava-se do fim. Pausas existem aos montes em nossa vida. Como as pálpebras que fazem toda a diferença porque descansam a visão. Ele sabia que as pálpebras em pouco tempo descansariam para sempre e queria uma resposta. O que eu disse naquele janeiro ensolarado em um quarto de hospital foi que acreditava em Deus. E ele concordou com a cabeça, dizendo que também acreditava. E eu me enchi de coragem e disse-lhe que ficasse tranquilo. Se Deus de fato existisse, não nos trataria como um brinquedinho que, quando velho ou estragado, se joga fora para dar lugar a outro. Fomos feitos para muito mais que isso. Ele sorriu. Naquela espera do fim, ele sorriu. De fato, Deus não nos fez para o nada, mas para a plenitude. E a plenitude é complexa demais para que nossa razão saiba explicá-la. Meu amigo ficou com as pálpebras cerradas, assim como o filho, o sobrinho e o neto da mulher que me escrevera aquela carta.

Padre Fábio, parece-me impossível não ter medo da morte. Por mais intensa e significativa que seja nossa fé, por maior que seja nossa intimidade com Deus, esse mistério incomoda profundamente. Por que não nos foi revelado em momento nenhum o que virá depois? Não seria menos doloroso? Não viveríamos com mais serenidade? Por que essa espera?

Uma vez, no enterro do filho único de uma mulher octogenária, ouvi de um padre uma metáfora. Diante da dor, ele falava do inverno na Europa. No Velho Continente, as flores morrem quando o frio chega. Os ramos secos mostram que a vida ficou no passado. Ledo engano, dizia o padre. Na primavera, elas ressurgem miraculosamente. Se não soubessem disso, talvez perdessem a esperança de ver novamente o jardim florir. A morte é a primavera da alma. O que parece ser o fim da vida é vida em transformação. Será isso, padre? Por que o mistério? Por que não sabermos antes, com detalhes, o que virá depois? Se somos eternos, por que precisamos passar pela morte? Não poderíamos ter nascido todos no céu e sermos todos felizes de uma vez? Quem decidiu assim? Deus?

Tenho saudade do meu pai. Estou ouvindo agora a linda música de A vida é bela, de Roberto Benigni. O filme é de 1997 e conta a saga do livreiro Guido, que foi levado para um campo de concentração nazista, na Itália dos anos 40. Mesmo ciente da gravidade da situação, o pai conseguiu, com muita imaginação, transformar os horrores da rotina do campo de concentração em regras de uma gincana divertida, pelo menos aos olhos do filho de 6 anos. O intuito era proteger o filho do terror e da violência que os cercavam.

O filme traz o contraste entre as pedras e as flores, entre a vontade de ser feliz e a monstruosidade da guerra, entre o desejo do amanhecer e as agruras da noite longuíssima. Com espírito leve, porém crítico, comoveu plateias ao falar de um dos maiores dramas do século 20: o Holocausto.

Benigni se disse influenciado, além de Charles Chaplin, por Leon Trótski, um dos artífices do socialismo russo. Em seu exílio no México, foragido de seu país, ameaçado de ser morto a qualquer momento, Trótski foi capaz de contemplar a mulher no jardim e escrever que, apesar de tudo, a vida é bela e digna de ser vivida.

É esse otimismo incansável que impregna a história de Guido e faz do filme, como disse seu diretor, “um hino ao fato de estarmos condenados a amar poeticamente a vida porque ela é bela”.
O pai ia para a morte e se preocupava com a vida do filho. Milhões de judeus morreram da mesma maneira, e ainda assim uma judia, Hannah Arendt, justificou os males do mundo como a ausência do amor, o amor pela pessoa humana, o amor pela natureza. Ontem, visitando uma amiga, fiquei impressionado com o amor que ela dedica a um cachorrinho que chegou à sua casa pelas mãos de uma amiga que não suportava mais as suas farras caninas. O cachorro, ainda filhote, não parava um minuto. E ela sorria com a alegria que tinha aquele animal. Hoje, vi um homem batendo em um cachorro que não lhe obedecia. Defendi o animal, que parecia se contorcer de dor. Ninguém aprende assim! Por que um cachorro teve a sorte de encontrar um lar cheio de afagos e outro é vítima de espancamentos? Por que algumas crianças nascem em lares saudáveis e outras não? Por que, meu amigo, há tanta beleza de alma confrontada com tanta feiura? Quem decidiu isso?

Não soube o que dizer à mulher que me escrevera aquela carta. Apenas ensaiei alguma poesia para aliviar o seu provável pranto e contei-lhe outras histórias tristes que talvez a consolassem. Ao final, disse-lhe para não se esquecer de que continuava viva, e todas essas crianças viviam nela e em um lindo céu, que eu não tinha o poder de descrever, até porque não se tratava de um
lugar, mas de um estado de amor.

E agora tenho de dizer isso para mim também. Meu pai vive em um estado de amor junto com tantos que simplesmente amaram. Mas não posso abraçá-lo. Talvez possa dizer alguma coisa,
acho que ele me ouve.

“Quebrando pedras e plantando flores”... A vida é bela, meu irmão amado.

Sua bênção,
Gabriel


segunda carta...

“O amor nos socorre
do esquecimento.
Retira o poder
definitivo da lápide,
porque sobrevive
na continuidade
do que plantamos.”


Querido Gabriel

Obrigado por sua carta. O papel pousado sobre a mesa segreda motivos que não cabem nos conceitos das palavras, mas extrapolam a grafia porque pertencem a algo a que não sabemos
dar nome. Sua carta foi uma visita agradável que recebi. Chegou quando não a esperava e quebrou a sequência do meu cotidiano. Floresceu diante de meus olhos, assim como o ipê desafia as regras do inverno e se reveste de flores.

Meu caro amigo, diante de suas confissões, concluo mais uma vez que a dor é um território santo.

Há uma passagem na Sagrada Escritura que considero de beleza insondável. Moisés estava diante de uma sarça que ardia sem se consumir, quando ouviu o imperativo de Deus: “Retira as
sandálias dos teus pés, porque este solo que pisas é santo!”.

Confesso que este imperativo musicou meu coração durante a leitura de sua carta. A trilha sonora fez com que as palavras lidas se misturassem às palavras recordadas. É a partir desta simbiose que lhe respondo.

Confesso que estou temeroso. Não gosto de respostas apressadas. Tenho medo de dizer, sem dizer, afinal, que o que há de mais precioso nesta vida costuma ser vivido e experimentado a
partir do silêncio frutuoso.

Carlos Drummond de Andrade, o poeta mineiro que você admira profundamente, recomendava que, antes de escrever os poemas, é preciso conviver com eles.

Ele insinuava que antes do nascer da palavra há sempre um sabor de silêncio que precisa ser sorvido.

Creio que o poeta tinha razão. A boa palavra se alimenta de silêncios e pausas. Um grande poema costuma nascer de profundas e fecundas experiências de contemplação da realidade. O poeta, ao enxergar o silêncio do ainda não dito, diante dele se prostra e o experimenta, e somente depois o reveste de palavras.

Suas perguntas são religiosas. Elas buscam unir as pontas da corda que amarra a vida e a sustenta de sentido.

Costumo dizer que a dor é uma quebra da corda, porque nos retira da segurança. Há acontecimentos que nos fazem mergulhar no absurdo da existência. O absurdo é a ausência de sentido. É o momento da vida em que a alma se sente penetrada e transpassada por uma dor lancinante. É no momento do desespero que experimentamos a nossa humanidade em suas dimensões mais venturosas. Os exemplos já foram postos por você. Cora Coralina só foi a mulher que foi porque não fugiu dos absurdos do mundo. Deles fez poesia qualificada. A alma transliterada nos faz mergulhar nos recônditos de uma mulher que não viveu por acaso. A dor transmudada, redimida, purificada nos calvários da escrita que o ofício poético lhe reservou na velhice tem o poder de nos devolver a apetência do sonho. Cora Coralina nos encoraja a enxergar as belezas que se escondem nas tristezas.

Há um poema belíssimo em que ela narra a demolição do sobrado que marcou os áureos tempos de sua mocidade. A descrição minuciosa do acontecimento nos leva a experimentar os mesmos sentimentos que ela. Eu, que nunca havia pisado as soleiras do nobre sobrado, chorei com ela a amovibilidade daquelas paredes tão frágeis.

Gabriel, vez ou outra nós também presenciamos a demolição de nossos sobrados interiores. Vez ou outra precisamos encarar os monturos que restaram de nossas realidades. É o tempo, e sua bbatuta implacável a reger os acontecimentos. É o inevitável e seus dentes afiados.

Meu amigo, ao narrar a morte de seu irmão, pude reconhecer em suas palavras o ruir de uma presença humana. Sobrado suntuoso, acolhedor, ocupando a centralidade de sua cidade interna. Sseu irmão cumpria o ofício de ser parede protetora, telhado que o resguardava de seus medos, varanda que lhe permitia contemplar o bom da vida, naquilo que chamamos de fraternidade.

Um dia a fatalidade o resgatou. O sobrado foi demolido, assim como fora o sobrado de Cora.

Da mesma forma, seu pai, o homem que projetou a arquitetura de seu caráter e que lhe ensinou tudo o que você sabe sobre a bondade, também foi embora de maneira definitiva. Grandes pperdas, grandes pedras. Grandes aprendizados, grandes flores.

Gabriel, tenho contemplado de perto os calvários da humanidade. Mulheres com os filhos mortos nos braços, gritando pelo sentido, chorando a dor que não tem nome, a inversão brutal das regras da vida, o absurdo de ver partir, antes do tempo, a cria de suas carnes. Mulheres semelhantes àquela que entrou em sua vida através de uma carta e que reivindicava o direito de compreender o mistério da morte de seus inocentes.

Mais uma vez eu me recordo de Drummond e de seu sábio conselho: “Convive com os teus poemas antes de escrevê-los”.

Meu caro amigo, há acontecimentos que não combinam com explicações. E, mesmo que explicações existissem, não seriam capazes de aplacar a dor que provocaram. Nem sempre os claros e objetivos postulados da razão cartesiana conseguem resolver as questões humanas. Saber o porquê da morte não sana nem preenche a ausência sentida.

Como homem da religião, tenho constatado que o discurso religioso, quando mal aplicado, pode ser tão nocivo quanto o discurso desumano dos assassinos.

Escuto absurdos sobre Deus, quando pessoas movidas por boas intenções resolvem explicar as fatalidades do mundo. Frases simplórias e descomprometidas com a verdade não resolvem; ao contrário, agravam ainda mais o sofrimento, porque geram orfandade, descrença e abandono.

Justificam as tragédias humanas como “vontade divina”, retirando assim a responsabilidade humana dos acontecimentos, fruto das escolhas que fazemos. Respondem a tudo e a todos como
se o desvelamento do mistério pudesse resolver as questões.

Eu ainda prefiro o abraço solidário, o silêncio que nos permite proximidade e o comprometimento com a dor que me toca. Ainda prefiro sentir o vento frio do calvário a procurar o aquecimento mmórbido do sepulcro que nos cala antes da hora.

Gosto de compreender as religiões como tentativas humanas de refazer a corda. Tenho medo quando o discurso religioso é utilizado para responder de forma mágica a questões que são humanas, sangradas no asfalto das cidades, em lugares que nossos olhos não alcançam.

Por isso não tenho receio de afirmar que o específico das religiões não consiste em responder às perguntas, mas em nos ensinar a conviver com elas. Na tentativa de resolver os conflitos que nos afligem, corremos o risco de atentar contra a sacralidade dos fatos.

Dessa forma, deixamos de plantar as flores e insistimos em chorar sobre as pedras. Diante do sobrado demolido, Cora Coralina resolveu escrever o poema, pois sabia que as palavras poderiam resguardar o significado de tudo o que as pedras insistiam em sepultar.

Gosto de compreender a ressurreição de Jesus da mesma forma. Diante da ausência sentida, a saudade fez o apóstolo intuir e proclamar: “Ele está no meio de nós!”. O grito nasce do reconhecimento da transformação acontecida. Eles não eram mais os mesmos. O sobrado crístico já estava erigido na alma de cada um. João, o homem que era chamado “filho do trovão”, o homem de temperamento difícil, revestia- se de docilidade. Pedro, o homem que mal sabia falar, o homem que foi frágil até o momento da morte do melhor amigo, estava mergulhado numa coragem invejável. Eles se olhavam e percebiam que Ele não havia ido embora, mas apenas modificara a forma de ficar.

Isso retira a necessidade que temos da materialidade da ressurreição. Não importa que haja um corpo encontrado ou um corpo desaparecido. O que a ressurreição nos sugere é muito mais que um corpo material. O mais importante, e o que verdadeiramente pode mover o cristianismo no tempo, não está na prova material da ressurreição, mesmo porque não a temos. O que possuímos, e isso ninguém pode contestar, é o fato de que os discípulos nunca mais foram os mesmos depois da vida, morte e ressurreição de Jesus. A declaração cristã “Ele está no meio de nós!” nos assegura a continuidade do plantio das flores. Onde existir um ser humano comprometido com as palavras e a proposta de Jesus, lá Ele estará presente. Isso não é lindo, meu amigo?

Teilhard de Chardin, teólogo jesuíta, chamava isso de “cristificação do universo”. Esta mística nos permite uma aproximação ainda mais interessante da eucaristia, acontecimento ritual que nós, católicos, chamamos de “presença real de Cristo”. O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente? Não. Juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência. A comunidade que celebra, enquanto celebra, prepara a chegada do que vai voltar. A volta de Jesus não é apenas um acontecimento escatológico, reservado ao final dos tempos, mas induz a comunidade a um comprometimento histórico com as dores do mundo.

Jürgen Moltmann, grande teólogo alemão contemporâneo, aprofunda de maneira muito preciosa o conceito de esperança. Segundo ele, a esperança cristã é sempre operante, porque nos mobiliza a atualizar no tempo a presença do esperado.

Com isso, podemos saborear a espera. Ao socorrer os necessitados, podemos antecipar a volta de Jesus. Ao consolar o coração de uma mulher que perdeu um filho, e com ela sendo solidários, podemos dar início ao processo de sua cura.

Isso também é celebrar o mistério eucarístico. É deitar a toalha branca sobre o altar do coração humano, reconhecendo nele a dor que precisa ser redimida, e elevá-lo, em prece, aos céus. É a ausência humana sendo curada através da presença comprometida, movida por uma esperança operante, que encontra motivos para continuar na celebração sacramental que nasceu da ausência sentida.

O motivo da última ceia foi a preparação da ausência. Foi a oportunidade que Jesus teve de sacramentar em seus discípulos a coragem da continuidade. Nada mais bonito que preparar a ausência com um jantar entre amigos. O prato principal não era material. Do que eles precisavam era aprender a mística do alimento. Nós nos transformamos no que comemos. O que Jesus propunha não era um ritual de antropofagia. Comer e beber juntos significa estarmos comprometidos. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma. Ao estar com os que amo para me alimentar, de alguma forma eu os trago para dentro de mim.

Ao interpretar a transcendência do amor interpessoal, o filósofo Gabriel Marcel intuiu que amar consiste em olhar o amado nos olhos e dizer: “Tu não morrerás jamais!”. Ele pode ter aprendido isso ao contemplar a última ceia. Cora Coralina disse a mesma coisa, mas com palavras diferentes, que você citou em sua carta: “Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico, na música de seus versos”.

O amor nos socorre do esquecimento. Retira o poder definitivo da lápide, porque sobrevive na continuidade do que plantamos. Por isso a ausência é lugar de encontro. Basta exercer a força da visão poética, a via que costuma salvar o mundo de seus desesperos e ruínas.

Uma bonita expressão atribuída a São João da Cruz, o grande místico cristão, nos diz que “o que podemos conhecer de Deus são as pegadas de sua ausência”, uma frase que desconcerta os religiosos ávidos por sinais concretos. O que temos de Deus são vestígios. Por isso é tão importante não perder o desejo de procurar. Encontrar respostas é satisfação temporária. O bom mesmo é a investigação que nos mobiliza. As teologias nascem dessas ausências. É a partir delas que as teologias postulam as suas verdades, porque a ausência é uma categoria cheia de sugestões.

Volto à eucaristia. O que celebramos e o que vemos é muito pouco perto de tudo o que verdadeiramente significa o rito. Não podemos materializar a eucaristia, retirando-a da totalidade de sua abrangência. Digo isso, meu amigo, porque reconheço suas dores como eucarísticas. Assim como foi também a dor de Hannah Arendt, de Cora Coralina e de tantos homens e mulheres que semearam o mundo de flores e sentido.

Da mesma forma que não posso reduzir a eucaristia a um detalhe de sua totalidade, também não quero reduzir sua carta a uma simples resposta.

Permita-me dizer que suas perguntas, nascidas de suas ausências, saudades e indignações, em vez de me provocarem o desejo de lhe responder, fomentaram em mim muito mais silêncios que palavras. O pouco que escrevo é apenas um modo que tenho de dividir o que creio sobre tantas coisas, e que por ventura entra no contexto de suas falas. Talvez eu não tenha respondido absolutamente nada. Não importa. O mais bonito de tudo isso é saber que suas palavras me fizeram pensar nos sobrados que já reconstruí dentro de mim. Ausências às quais aprendi a atribuir sentido. Sofrimentos que antes eram capazes de me sepultar e que agora me sugerem experiência de plantio de flores.

O mais importante é que no sacramental desta carta pude recebê-lo em minha casa e a seu lado deitar a toalha branca sobre o altar dos nossos significados, para juntos repetirmos no tempo o que nele não cabe. A matéria que celebramos? Ainda não sei. Vou seguir o conselho do poeta. Vou conviver com ela e saborear o seu poder de silêncio, antes de encontrar as palavras que possam dizê-la ao mundo.

Obrigado pela eucaristia que sua carta me permitiu celebrar. Confesso que, ao terminar a leitura, tive o ímpeto de repetir uma expressão ritual, aquela que assegura a sacralidade da palavra proferida: “Palavra da Salvação!”. No íntimo de meu coração, rezei dizendo: “Glória a Vós, Senhor!”.

Permaneçamos unidos. Nesta mística, neste tempo, neste mesmo sobrado que os sábios chamam de amizade e que nos ajuda a enfrentar os medos que sentimos.


Com minha bênção,
Pe. Fábio

Fonte: Livraria Cultura

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Chegou o CD e DVD "Eu e o Tempo"

Lançamento CD e DVD "Eu e o Tempo"

É com orgulho que a Som Livre, em parceria com a LGK Music, traz ao mercado o seu principal lançamento do mês de abril: o DVD Eu e o Tempo (ao vivo) do Padre Fábio de Melo.

Após um 2008 consagrador, o mais novo fenômeno de vendas da música nacional se engajou no projeto de lançamento do seu primeiro DVD ao vivo. Vale lembrar que em 2008 o disco mais vendido do ano, segundo dados da ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos, foi o CD do Padre Fábio de Melo - Vida, com uma vendagem superior a 500 mil cópias em aproximadamente 3 meses.

Na atual fase do mercado fonográfico, esses números mostram que o seu talento transcende o universo religioso. Eu e o Tempo é o primeiro registro ao vivo do Padre Fábio de Melo. Além de ser um resumo de sua trajetória e de suas influências musicais, o DVD revela ao público o desempenho e a desenvoltura do padre nos palcos. Até mesmo quem nunca comprou um disco dele sentirá, ao menos, a curiosidade de conhecê-lo através do DVD e descobrir o que ele tem de tão especial.

Nesta edição a Som Livre preparou um kit, onde você confere o DVD e o CD gravados ao vivo além de lindos postais com fotos e mensagens escritas pelo Padre Fábio, que revelam todo o seu carisma e dom de transmitir a emoção e alegria. Aproveite!

1. AS ESTAÇÕES DA VIDA
2. RUAH, UM SOPRO DE VIDA
3. TUDO É DO PAI
4. MAIS PERTO
5. EU ESPERO
6. TODO HOMEM É BOM
7. HUMANO DEMAIS
8. CÂNTICO DAS CRIATURAS
9. DEUS É PAI (POEMA)
10. PAI
11. TUDO POSSO - Part. Esp.: Celina Borges
12. ARVOREANDO
13. VIDA
14. MIL VEZES SANTO
15. HUMANO AMOR DE DEUS

> Mãe da Igreja - Pré-venda CD e DVD - Faça seu pedido
> Som Livre - Pré-venda Kit CD+DVD+postais - Faça seu pedido


Programa Raul Gil - Homenagem ao Artista





Fonte: Site Fábio de Melo, You Tube

Show em Manaus/AM


O CD Vida, o segundo em que Fábio de Melo assina como padre, é o tema do show homônimo que ele faz em Manaus, dia 5 de abril, a partir das 17h, no Sambódromo, numa realização da Fábrica de Eventos.

O repertório, é quase todo de regravações de hits da música católica: Em “Tudo é do Pai”, “Deus é Capaz”, “Pai” ( Fábio Jr.) e “Graças Pai”, padre Fábio faz um apelo para que se perceba o amor de Deus que está presente “nos pequenos e belos detalhes”. Também está no disco e vai estar no show a regravação de “O Caderno” de Toquinho e Lupicínio Rodrigues, onde padre Fábio explica onde quer chegar com a metáfora de que se apropria na música.

“Nós padres, lidamos diretamente com a dimensão mais bela da vida das pessoas e saber que de alguma maneira, eu entrei na vida de alguém e deixei ali uma marca positiva, eu me realizo como gente. Creio também no poder da comunicação religiosa da música popular e tento fazer com que a música seja ponte entre a palavra de Deus e o coração dos brasileiros”, conclui.


Como Assim???

05/04/2009 - domingo
Horário: 20h
Sambódromo
Av Pedro Teixeira, 2565 - Manaus
Informações: ( 92) 3303-0100

E os ingressos???

Primeiro Lote
> Pista - R$ 20
> Camarote - R$ 60
Obs: os preços referem-se à meia-entrada.


Onde Comprar???

Stand da Fábrica de Eventos
2º Piso do Amazonas Shopping (em frente à C&A)
Óticas Veja


Fonte: Site Fábio de Melo, Portal Amazônia

Show em Belém/PA


Padre Fábio de Melo, que é presença garantida sempre no Círio de Nazaré, retorna a Belém para show beneficente à igreja de Santo Antônio de Lisboa, que desenvolve mais de 12 obras sociais para a comunidade.

A renda do show, que faz parte da campanha “A fé que constrói”, será toda revertida para as obras da igreja de Santo Antônio de Lisboa. “A renda irá para a obra física da construção, mas também para as obras sociais da igreja que chega a reunir até 3 mil pessoas por celebração “, explica o pároco Frei Juraci.

Sucesso de público entre católicos e não católicos, Padre Fábio apresenta aqui o show “Vida”, embalado por sucessos de seus inúmeros discos que se tornaram fenômeno de vendas e ultrapassam os limites religiosos do padre multimídia que tem programa na TV, livros e site.

“Minha tentativa é acertar o alvo da misericórdia. Desejo de mostrar que o Evangelho é para nos tornar melhores. Gestando fraternidade, tolerância com os diferentes, abraço carinhoso que nos recorda que precisamos uns dos outros, mesmo que não tenhamos as mesmas convicções religiosas”, destaca o padre, em seu blog na internet.


Como Assim???

04/04/2009 - sábado
Horário: 20h
Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia
Av. Dr. Freitas, S/N, - Belém - PA
Informações: ( 91) 3215-7004 / 8831-0050 / 8831-0053


Fonte: RCC Pará

Show em Macapá/AP

EVENTO CANCELADO


O show programado para esta sexta-feira, 03/04, foi cancelado. O evento, que aconteceria no sambódromo de Macapá (AP) ainda não tem nova data marcada. A produção pede para todos os que compraram seus ingressos procurem o ponto de venda para que sejam restituídos.
Maiores informações: ( 96) 3223-1014

Menino de outros tantos... Feliz Aniversário!


Eis que num dia como outro qualquer, num sábado como outro qualquer, numa cidade única como outra qualquer, nasceu um menino como outro qualquer.

Menino amado, filho último de outros tantos. Eram oito com ele ali. Família numerosa, vida sofrida, lida difícil, fácil de amor. Não foi criança de muitos haveres. Mas o que de real valor se pode acumular nesta vida, ali era excesso e condição. Havia amor que não se via comum.

Amálgama forjado do amor da mulher que revestia os frutos de seu ventre com matéria tão rara, tão pura, tão divina, como quisesse ser por eles o que do inconcebível da vida sua maternidade não podia impedir.

O caçula da D. Ana, viu seu crescer em meio a dor de ver um pai perder-se no vício, e colheu a alegria de tê-lo de volta antes de vê-lo voltar ao seu Deus.

Viu a vida sorrir entre os dentes sorrisos amarelos prenunciando impossibilidades do ter, que a riqueza do ser se incumbia de amenizar. Sorveu as belezas da alma da mãe que, alheia aos desmandos e durezas do caminho, seguia e fazia seguir os seus com singela e divina sabedoria de amor.

Menino que sabia-se diferente de tudo o que um menino tinha que ser. E nem por isso deixava de ser menino que sonha com o carrinho que só a vontade pode ter.

Quando a vida fez dos 8 um 7 incompleto, viu a dor chegar-se para ficar e, ainda assim, aprendeu continuar. A irmã que agora era ausência sempre teria, dentro dele, um lugar de ser eterna que é só seu.

Assumiu suas possibilidades, mesmo diante da aparente falta de possíveis. Escolhido que foi, escolheu o seu sim. Suas idas e vindas de menino homem o levaram por estradas que ele não sabia poder. E ficou padre. E é homem.
Em sua humanidade deixou que a beleza de Deus viesse nos alcançar. Beleza das palavras, versos, canções, voz... beleza do seu ser.... beleza que não se vê...

Fez de sua vida doação e, doando-se, muito mais tem recebido. Semeador contumaz distribui por onde vai a luz que lhe vem de Jesus. Em seu plantio resgata vidas, cura feridas, empresta esperança, aprofunda as raízes de fé e de amor.

Seu jeito diferente de ser padre, faz a diferença onde o comum já não resiste. E assim, imprescindível se tornaria em tantas vidas sem vida.

Hoje... já se foram 38 anos desde aquele sábado comum.
Hoje... homem por fora, aquele mesmo menino, como outro menino qualquer, celebra a vida que lhe sorriu naquele dia comum.

O aniversário, feliz, certamente, é dele. Mas aqui os parabéns não serão só para o aniversariante...

Parabenizado também seja Aquele que o amou e o escolheu.
Parabenizado também seja Aquele que nos deu seu servo e amigo... e que permite que por Ele transite o próprio amor de Deus a nos alcançar.

Obrigada, Jesus, pela vida deste seu amado que nos enviaste por amor a nós.
Obrigada, D. Ana, por ter sido o canal primeiro, de vida, de amor, de compreensão e sabedoria... sempre por, com e em Jesus Cristo.


Feliz Aniversário, padre Fábio José de Melo Silva!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pequena nota...

A isenção necessária para a abertura de uma discussão frutífera há que abrir espaço para tudo o que for publicado. Simplesmente nos isolarmos de tudo o que vai de encontro às nossas convicções e sentimentos não amenizará a ação do diabólico entre nós. A menos que cheguemos ao limítrofe, como no caso da propalada matéria da Veja, é nosso dever, sim, como comprometidos que somos com o ministério do Padre Fábio de Melo, abrirmos nossos olhos aos muitos devaneios midiáticos e estabelecermos discursos corretos, que nos são possíveis, a partir de instâncias erradas a que não podemos controlar.

Uma das funções deste espaço é funcionar como um clipping eletrônico que contenha o máximo possível de matérias publicadas sobre o trabalho do sacerdote. O que aqui é publicado não expressa diretamente a opinião do blog, mas se impõe como local de livre acesso para que saibamos exatamente o que está sendo dito, pensado e, até mesmo, tramado contra a nossa Igreja e/ou seu presbiterado. As opiniões do Blog manifestar-se-ão em posts diversos claramente identificados ou em seus comentários.

Vale lembrar: este Blog é independente e NÃO tem nenhuma relação direta com o Padre Fábio de Melo, que apenas sabe de sua existência e de tudo o que aqui é publicado. Tenho-o como uma homenagem, como uma forma de evangelizar e como fonte de consulta para todos os que, como eu, admiram o seu trabalho e têm sua missão como fonte de luz e caminho para o coração de Jesus.

Peço perdão a todos os que, ao longo do caminho, tenham se sentido de alguma forma atingidos ou prejudicados por erros cometidos na intenção de acertar.

E obrigada... a todos os que compartilham comigo esse sonho e realização. Obrigada a todos os que, através deste espaço, formaram uma grande família que passou a fazer parte de minha vida de maneira concreta e especial. Obrigada a todos os que colaboram com sugestões, críticas ou com seus testemunhos. Obrigada por tudo o que tenho crescido ao longo desses meses.

Especialmente... obrigada, Padre Fábio... pelas palavras de um fraterno carinho, pelos motivos que me trouxeram até aqui e por tudo o que tenho recebido através do seu sim.
Carla Balthazar

Matéria do Diário de São Paulo

Por um minuto de silêncio
Gritaria das fãs nos shows faz o padre Fábio de Melo pedir para que o público se cale

Virgínia Garbin


A histeria das fãs com o padre Fábio de Melo, de 37 anos, são típicas de um pop star. Nos shows, o maior vendedor de discos do país, com 542 mil cópias comercializadas do CD "Vida", tenta se portar como um músico em começo de carreira. No entanto, às vezes age como uma celebridade que ainda não se acostumou com o asséido do público.

No último domingo, o DIÁRIO assistiu a apresentação do sacerdote no ginásio da Escola Salesiana São José, em Campinas, a 100 km da capital. Por la se viu uma estrutura que não pecou pela simplicidade - efeitos de luz e som eram caprichados. As canções de "Vida" ganharam uma roupagem mais empolgante. Se não fosse pelas letras, dava para esquecer que a apresentação era feita por um religioso.

Os hits "Vida", "Tudo é do Pai" e "Humano Demais" eram os mais cantados. Para levantar o público de cerca de 8 mil pessoas, entre uma música e outra, o sacerdote aproveitava para contar histórias com mensagens positivas. As mulheres - maioria entre os presentes - choravam copiosamente a cada parábola.

Bilhetes e presentinhos
Apesar do clima de paz, os seguranças tiveram que ser enérgicos. A mulherada chegava cada vez mais perto do palco com máquinas fotográficas, bilhetes e presentinhos. Intimidado, o padre pediu que parassem de chamá-lo, enquanto falava sobre a importância da família: "O que eu tenho para dizer neste momento é mais importante que os chamados de vocês".

Este é um sinal que Fábio não quer assumir a fama de "padre-galã". "Não gosto do apelido. Com ele fico limitado a um estereótipo", explica. "Não curto a histeria e a tietagem porque elas me tiram do prumo, do meu caminho e da minha música", completa o religioso, que marcou shows para os dias 5, 6 e 7 de junho no Credicard Hall, na Zona Sul da capital.


Mulheres e jovens são maioria
Na plateia do padre Fábio de Melo, domingo em Campinas, as mulheres eram maioria. Além do charme do religioso, elas também eram motivadas pelo seu discurso positivo. "Ele não prega o catolicismo, vai mais além e conversa sobre o crisitanismo que é muito mais abrangente e interessante", explicou a jornalista Patrícia Amaral, que foi com o marido Carlos Alberto.

Perto de Patrícia, estava o técnico em mecânica Robenildo Norberto, de 22 anos, acompanhado da mãe, a costureira Rita da Silva Norberto, de 47 anos. Para ele, o religioso faz sucesso por aquilo que prega e por ser um padre jovem, com ideias modernas. "Gosto daquilo que ele fala. Enaltece a fé católica e nos dá esperança. É impossível não se identificar com as mensagens e com as músicas que são bem animadas", conta o rapaz.


Obs.: Todo conteúdo foi transcrito pelo blog, uma vez que não foi disponibilizada a versão digitalizada no site do jornal. As fotos que acompanham a matéria, de autoria de Marco Venicio, serão publicadas assim que estiverem disponíveis.

Fonte: O Diário de São Paulo (30/03/2009)